STRATEGIC TOOLS TO SUPPORT MITIGATION ACTIVITIES IN KEY SECTORS (ENERGY AND WASTE) IN CABO VERDE
More...
A Direcção Geral do Ambiente tem o prazer de convidar a Vossa Excia a participar no acto de Inauguração da…
More...
Si txuba ben…Água e Saneamento Sob o lema: Preservar a Água e poupar Energia é valorizar a vida, o Ministério…
More...A Câmara Municipal da Praia promove hoje e durante três dias na Rua Pedonal 5 de Julho, Platô, a 2ª edição da Feira de Plantas Ornamentais, cuja abertura será presidida pelo edil Ulisses Correia e Silva.

Segundo fonte camarária, o principal objectivo desta feira é estimular o gosto e a sensibilidade dos munícipes pelo cultivo das plantas num trabalho de consciencialização e cuidados com o meio ambiente.
Com esta feira pretende-se igualmente promover os espaços verdes da capital mas também dar visibilidade aos comerciantes que fazem este tipo de negócio.
É com este propósito que a 2ª edição da Feira de Plantas Ornamentais contará com 18 stands e com a participação de vários produtores de plantas ornamentais da ilha de Santiago.
Os agricultores de Martiene, no Porto Novo, Santo Antão, vão poder, ainda em 2014, começar a alargar a área coberta com rede gota a gota nesse vale, no âmbito da segunda fase do projecto sobre mudanças climáticas.

O delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) no Porto Novo, Daniel Xavier, assegurou que Martiene, um dos vales agrícolas mais importantes deste concelho, é uma das áreas de intervenção do projecto sobre mudanças climáticas, que entrou, agora em 2014, na sua segunda fase.
Em Martiene, são ainda “poucas” as parcelas cobertas com as novas tecnologias de irrigação, razão pela qual a coordenação do projecto sobre mudanças climáticas decidiu contemplar, nesta segunda etapa (2014 - 2017), os agricultores desse vale, que vão poder assim rentabilizar os recursos hídricos disponíveis e alargar a área de agricultura de regadio.
Ainda no âmbito da segunda fase do projecto sobre mudanças climáticas, os agricultores de Martiene podem também beneficiar de uma estação fotovoltaica, que permitirá reduzir os custos de bombagem de água a partir da nascente de Escravoeirinhos, nessa zona.
A instalação da estação, estimada em três mil contos, pode contar ainda com a parceria da Câmara Municipal do Porto Novo, segundo garantias dadas aos agricultores pela edil Rosa Rocha.
Na primeira fase do projecto (2010 - 2013), financiado pelas Nações Unidas, foram contemplados, com rega gota-a-gota, agricultores em Ribeira das Patas, Jorge Luís e Ribeira da Cruz, também no interior do Porto Novo.
Além do município do Porto Novo, também Ribeira Grande vai continuar a beneficiar das acções financiadas no quadro da segunda fase do projecto sobre as mudanças climáticas.
Os dois concelhos receberem, nos últimos três anos, vários projectos nos domínios de reflorestação, conservação de solos, micro-irrigação, construção de reservatórios e diques.
A segunda fase do projecto, financiado pelo Fundo Canadiano, vai incidir agora nos domínios de água e segurança alimentar.
O relatório sobre a avaliação da primeira fase do projecto sobre mudanças climáticas, a que a Inforpress teve acesso, refere que foram instalados em Santo Antão “vários hectares” de rega gota-a-gota, uma estufa de 300 metros quadrados, foram construídos sete diques e realizadas inúmeras acções de sensibilização.
O ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga apelou hoje à "boa prática dos cabo-verdianos" voltada para uma maior intervenção e consciência ambiental.

Antero Veiga que falava na cerimónia de abertura do Ateliê de Socialização do Fundo do Ambiente, que decorre na Cidade da Praia, referiu-se a uma consciência voltada para o futuro, numa base altruísta, em que o objectivo é reflorestar o território nacional.
“Tudo o que pudemos fazer para o ambiente, receberemos em troca muito mais. O ambiente hoje reclama pela nossa intervenção, clama pelo desenvolvimento de uma consciência ambiental muito mais firme e mais virada pelo futuro”, disse.
Tudo isso explica, para que Cabo Verde, que na altura da independência tinha uma cobertura nacional de 5% de território por floresta, mas hoje ultrapassou os 24%, possa no período de um ano reflorestar, em pelo menos, 8 mil hectares para poder atingir os Objectivos do Milénio nessa matéria.
“Temos desafios muito grandes em termos ambientais no país. Estamos a falar desde a perda de solos, luta contra a desertificação, a mobilização da água, saneamento básico, problemática dos resíduos sólidos, apanha de inertes, entre outros”, sublinha.
Parar vencer estes objectivos, o governante fez referência sobre algumas medidas tomadas e que têm a ver com a biodiversidade, requalificação urbana, ocupação de solos, e qualidade do ar.
Um outro ponto de beneficência para o ambiente, avançado pelo ministro Antero Veiga, tem a ver com as respostas institucionais e com a aprovação da elevação da Direcção Geral do Ambiente à categoria de Direcção Nacional do Ambiente.
“Nós queremos que o Fundo do Ambiente seja um instrumento útil e eficaz para qualquer acção de preservação do ambiente no país”, realça.
O representante da cooperação espanhola, financiadora do manual para gestão do fundo do ambiente, adiantou que o modelo que hoje se analisa tem bons valores, mas também algumas carências que devem ser revisadas, particularmente, a necessidade de estabelecer a lista de critérios de classificação de propostas.
Para o Director Geral do Ambiente, Moisés Borges, o Fundo de Ambiente é um instrumento que permite que procedimentos seguir para os fundos disponibilizados, através da taxa ecológica, do orçamento do Estado e do Mecenato.
Este ateliê, segundo a Direcção Geral do Ambiente realiza-se numa lógica de restituição e aprofundamento da socialização do conteúdo do Fundo do Ambiente, visando a sua melhoria e validação.
O Fundo do Ambiente, previsto no Artigo 99º do Decreto-Legislativo 14/97, de 1 de Julho, visa o financiamento das operações de restauração do ambiente, acções de informação e formação, actividades de luta contra a desertificação e luta contra a poluição de diversa natureza e origem.
O Fundo Ambiental foi regulamentado pelo Decreto Regulamentar no 3/2012, de 28 de Fevereiro que atribuiu à Direcção-Geral do Ambiente (DGA) as responsabilidades de administração e gestão do mesmo.
Fonte: https://www.inforpress.publ.cv/
A Fundação Maio Biodiversidade considerou “satisfatória” a campanha de protecção das tartarugas marinhas que decorreu, este ano, de 30 de Junho a 10 de Outubro, apesar de se ter registado uma taxa de nidificação baixa, em relação ao ano transacto.

A informação foi avançada à Inforpress pelo coordenador das equipas de patrulhamento da Fundação Maio Biodiversidade (FMB), Adilson dos Passos, numa entrevista em jeito de balanço da campanha deste ano, cujos resultados cifraram em 722 ninhos de tartarugas identificados e acompanhados, contra os 1343 do ano passado.
No total, as equipas de patrulhamento palmilharam 34 km de praias da ilha do Maio no período entre 30 de Junho a 10 de Outubro, mas segundo o coordenador Adilson dos Passos, registaram “pouca” actividade de desova devido à chegada “tardia” este ano, das tartarugas nidificantes.
“2014 revelou-se uma temporada de nidificação muito baixa em todo Cabo Verde, contrastando com o ano de 2012 que foi recorde em todo o país. É dito que para esta espécie de tartaruga comum, as flutuações de número de ninhos ao longo dos anos é normal e esperada, já que as fêmeas desta espécie não tomam o mesmo tempo de intervalo entre um ano e outro para a desova”, indicou.
Conforme explicou ainda, algumas tartarugas procuram as praias para desova anualmente, enquanto outras o fazem espaçados entre 2 ou 3 anos.
Segundo este responsável, a FMB tem apenas 3 anos de trabalho no campo no que concerne a proteção das tartarugas marinhas, razão pela qual acreditam que ainda é cedo para tirarem uma conclusão cabal sobre o estado desta espécie na ilha.
Porém, Adilson dos Passos indicou que a FMB está satisfeito com o trabalho que as 11 equipas de trabalho, distribuídas por todas as localidades da ilha, desenvolveram ao longo desses três meses e tal de trabalho, tendo em conta que este ano registaram apenas 07 tartarugas mortas e 19 ninhos apanhados.
“Se compararmos com o ano passado em que o número de tartarugas mortas foi de 38, então podemos dizer que estamos satisfeitos com esses resultados e esperamos continuar a diminuir também o número de apanhas cada vez mais, nas próximas campanhas”, fez saber.
Adilson dos Passos informou ainda que a população já começou a entender agora o papel da Fundação Maio Biodiversidade, revelando-se mais conscientes e sensibilizados na abstenção à apanha das tartarugas, disponibilizando-se também em ajudar na vigia para a não captura desta espécie, e neste sentido disse acreditar que esta é uma das razões da diminuição dessa prática.
Entretanto, deixou uma palavra de apreço e reconhecimento aos voluntários vindos do estrangeiro, que juntamente com os estudantes universitários e jovens locais que integraram as equipas de patrulhamento, conseguiram resgatar e devolver ao mar um total de 06 tartarugas.
De acordo com o representante da FMD, esses voluntários, além de terem feito a medição, pesagem aos 243 tartarugas-bebés para estudo genético, realizaram ainda inúmeras outras actividades não menos importantes ao longo da campanha.
A concluir, disse ainda à Inforpress que para a realização da campanha deste ano, a FMB contou com parcerias da Câmara Municipal do Maio, Direcção Geral do Ambiente, Defra/FFI, Geomar, Polícia Nacional e voluntários da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e outras instituições internacionais.
O Primeiro-Ministro, José Maria Neves, preside nesta quarta-feira, 12 de Novembro, à apresentação pública do Projecto de Desenvolvimento do Sistema de Abastecimento de Água na Ilha de Santiago (PDSAAIS).

O projecto consiste na melhoria da capacidade de produção e distribuição de água na ilha de Santiago, através do recurso a instalação de duas unidades de dessalinização por osmose inversa, nos municípios da Praia e São Miguel com a capacidade de produção de 20.000 m³ de água potável, por dia, cada uma. A produção dessas unidades será distribuída aos restantes concelhos de norte a sul da ilha, construindo diversos reservatórios de grandes dimensões em todos os Municípios da Ilha de Santiago.
A execução do projecto está a cargo do Ministério do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, através do ANAS e do Ministério do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial através da UGPE – Unidade de Gestão de Projectos Especiais, responsável pela implementação.
Com um orçamento que ronda os 200 Milhões USD, financiado pela Agência Japonesa da Cooperação Internacional – JICA em 150 Milhões de USD e a outra parte pelo governo de Cabo Verde e outros parceiros, e considerado, pois, de um dos maiores projectos a ser implementado em Cabo Verde, não só pelo volume de investimento, como também pela abrangência e impacto em todos os Municípios de Santiago.
O projecto será executado entre 2014 e 2020 por consórcio de empresas Japonesas e Cabo-verdianas seleccionadas através de Concurso Internacional.
Fonte: http://www.governo.cv/ /http://asemana.sapo.cv/spip.php?article104709&ak=1