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COP 21: Cabo Verde em Paris de olhos postos na mobilização de recursos
Cabo Verde está presente na 21ª Conferência Internacional do Clima (COP 21), que decorre a partir de hoje e até 11 de Dezembro em Paris, França, com enfoque nas negociações bilaterais para mobilização de recursos para financiamento de projectos ambientais. A delegação cabo-verdiana é chefiada pelo primeiro-ministro, José Maria Neves.
À capital francesa, o país leva o compromisso de plantar, até 2030, oito milhões de árvores.
“Cabo Verde vai participar com duas perspectivas, ou seja, para além de trabalhar no processo de negociação sobre as metas a serem estabelecidas para a limitação do aquecimento global a dois graus Celsius (2°C), vai apostar fortemente num conjunto de negociações paralelas com os vários parceiros no sentido de mobilizar recursos para o financiamento de projectos ambientais no país”, explica Moisés Borges, director nacional do ambiente, citado pela Inforpress.
Em paralelo, o primeiro-ministro já declarou que as autoridades têm de ser “corajosas” para tomar medidas para a mitigação dos “efeitos nefastos” das mudanças climáticas que afectam todo o planeta, mas de forma particular os pequenos países insulares, como é o caso de Cabo Verde.
“Vamos participar enquanto membros de um pequeno Estado insular em desenvolvimento para defender as nossas propostas, designadamente o aumento da temperatura para não ultrapassar os 1,5°C, mas também fazer um esforço para tomarmos medidas, nomeadamente o desenvolvimento das energias renováveis”, indicou o chefe de Governo, dias antes da partida para Paris.
A 21ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) vai reunir uma centena e meia de chefes de Estado e de Governo, entre os quais Barack Obama (Estados Unidos), Xi Jinping (China), Angela Merkel (Alemanha), Dilma Rousseff (Brasil) e Enrique Peña Nieto (México), para além dos outros 40.000 participantes e cerca de 3.000 jornalistas.
O objectivo da conferência, “ambicioso mas necessário”, é limitar os efeitos das alterações climáticas a 2°C. Por isso, espera-se que a comunidade internacional atinja um acordo global para a luta contra o aquecimento global, para evitar um novo fracasso, como foi o caso da conferência de Copenhaga em 2009.