Ministro Antero Veiga pede o envolvimento dos cabo-verdianos para limpar de vez o país de plástico

Campanha de limpesa

Cidade da Praia, 03 Jun (Inforpress) –  O ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga, pediu hoje, Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, o envolvimento dos cabo-verdianos para limpar de vez todo o país de plástico.

O ministro falava à imprensa, na zona de Caiada, arredores da Cidade da Praia, à margem da campanha de recolha de sacos de plástico também enquadrada nas comemorações dos 40 anos da independência de Cabo Verde, um momento que qualificou de feliz porque coincide com a aprovação esta semana, por unanimidade, da lei que proíbe a importação, produção e comercialização  de sacos de plástico pelos deputados.

“Hoje, nesta efeméride, queremos dar um sinal bem forte ao país que, em relação ao plástico, vamos ser drásticos”, reiterou, salientando que o Governo quer um Cabo Verde sem plástico, porque quer um melhor ambiente e uma melhor qualidade de vida para todos.

No que tange à importação, informou que a proibição começa a partir de 01 de Julho de 2016, enquanto a comercialização ficará interditada a partir de 01 de Janeiro de 2017, sendo que se está a dar mais tempo para a utilização de sacos de plástico importados no território nacional com este último prazo.

Apesar dos prazos fixados, Antero Veiga garantiu que, em virtude do diálogo encetado com os operadores, a importação dos sacos de plástico vai cessar imediatamente por decisão dos importadores e também a produção local, de acordo com a decisão da fábrica de sacos de plástico convencionais, que passará a produzir sacos de plástico biodegradáveis.

A escolha de localidade de Caiada para palco desta campanha de sensibilização por um cabo Verde sem plástico, segundo o ministro, se deve ao facto desta ficar situada nas imediações da lixeira da Cidade da Praia, que está em processo de selagem com a entrada em funcionamento do aterro sanitário de Santiago, além de ser um local de grande concentração de sacos de plásticos.

Uma segunda razão tem a ver com o facto de a empresa Santiago Hotel & Resorts fazer a limpeza e recolha de sacos de plástico de dois em dois meses, o que torna essa zona mais limpa, podendo servir de exemplo para outras entidades e zonas.

Antero Veiga confirmou que os sacos de plástico recolhidos devem ser comprados por uma empresa nacional envolvida nesta campanha a um preço que permite triturá-los e reciclá-los para serem biodegradáveis.

Na sua visão, todos os cabo-verdianos devem preservar o ambiente para que as gerações vindouras possam desfrutar de maior qualidade ambiental em Cabo Verde, pelo que considerou esta campanha uma grande oportunidade de negócio, dado que a empesa que vai comprar os sacos de plástico deverá adoptar uma política de preços atrativos para incentivar a recolha.

Lembrou, igualmente, que já existem sacos alternativos, nomeadamente de pano, de papel, entre outros materiais, devendo Cabo Verde vir a ter uma empresa de produção de sacos de papel para as grandes superfícies.

A voluntária do Corpo da Paz Sinira Vieira, que participou na campanha, apelou os cabo-verdianos a conservarem os sacos de plástico e a não jogá-los na natureza, porque demoram muito tempo a se desfazerem na terra, provocando muito calor e problemas de saúde.

Considerou a campanha deste Dia Internacional uma oportunidade de contribuir para a qualidade da saúde pública, pelo que pediu o envolvimento de todos os cidadãos já que acções similares deverão ter lugar em todo o país, nas diversas ilhas e concelhos.

Fonte: http://www.inforpress.cv/