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Governo sensibiliza empresários que sobre a iniciativa “Cabo Verde sem plástico”
Cidade da Praia, 26 Jun (Inforpress) – O ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território reúne-se hoje com um grupo de empresários ligados à produção, comercialização e importação de sacos de plástico, visando sensibilizá-los sobre a iniciativa “Cabo Verde sem plástico”.
Segundo uma nota do Ministério, o encontro entre Antero Veiga e estes operadores, que terá lugar na Cidade da Praia a partir da 9:30, é o primeiro do género e acontece no quadro da campanha “Cabo Verde sem plástico”, que quer proibir a fabricação, importação e comercialização deste material a partir de 01 de Janeiro de 2017, assim como interditar a sua utilização a partir de 2018, após aprovação de uma lei que já deu entrada no Parlamento.
Em declarações por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, 05 de Junho, o ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território afirmou que, para fazer face ao “consumo intensivo” de sacos de plástico e os seus consequentes “impactos negativos”, o Governo entende que é preciso tomar medidas que se mostrem “eficazes na mitigação do problema”, enquanto se vai adoptar uma nova política de resíduos assente na “redução, reutilização e reciclagem”.
Segundo Antero Veiga, para se aplicar tais medidas, “sem provocar incómodos aos agentes económicos”, há que, temporária e progressivamente, reduzir o consumo dos sacos de plásticos e substituí-los por alternativas menos poluentes e com menos gastos de matérias-primas, água e energia, nomeadamente de sacos reutilizáveis feitos de tecido.
Para o efeito, conforme o ministro, prevê-se a “obrigatoriedade” de redução da utilização de sacos de plásticos, a prazo, mediante a aplicação de uma sanção efectiva que configura a medida mais adequada à redução do seu consumo, assim como “não se vai descurar” a busca de soluções tecnológicas inovadoras que permitam o desenvolvimento de novos produtos que ajudem a população a suprir as suas necessidades com “menor impacto ambiental possível”.
No entender de Antero Veiga, o saco de plástico é uma “preocupação central e extremamente urgente” de resolver, tendo em conta que milhares deles acabam por ser abandonados no solo, gerando “inúmeros perigos” para o ambiente, já que podem durar entre 100 a 500 anos a decompor-se na natureza.
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