Maio: Ilha do Maio pode vir a ser a primeira reserva da Biosfera de Cabo Verde – DGA

Porto Inglês, 08 Maio (Inforpress) – A ilha do Maio possui as condições naturais, sociais e humanas para  vir a ser a primeira reserva da Biosfera de Cabo Verde, uma distinção atribuída pela UNESCO,  disse hoje o director de serviços de gestão de recursos naturais da Direcção Nacional do Ambiente, Nuno Ribeiro

Em declarações à Inforpress, Nuno Ribeiro assegurou que a missão da visita à ilha, que integrava um consultor da UNESCO, visa constatar “in loco”,  as condições naturais, sociais e  humanos da ilha, bem como realizar encontros com as forças vivas da ilha, para a posterior formatação da candidatura.

Segundo o responsável da DGA, a ilha reúne as condições, tanto sociais, naturais, bem como ambientais culturais e humanas para ser considerada uma reserva da Biosfera da UNESCO, pelo que toda a documentação vai estar pronta para ser entregue no próximo mês de Setembro, mas para tal adiantou que todos os actores e a própria sociedade devem estar engajados neste processo.

“A candidatura vai ser formalizada até os finais do mês de Setembro e a declaração vai ser certamente no mês de Março do próximo ano, mas durante esse período vamos continuar a fazer o nosso trabalho, porque não podemos ter o vazio”, afiançou.

Conforme adiantou, com esta distinção a ilha passará a integrar o mapa do mundo onde constam os países que suportam a reserva da Biosfera da UNESCO, que passará a catalisar a ilha para a sua valoração e valorização em termos da riqueza ambiental, o que, segundo informou, vai possibilitar a ilha ter um turismo diferenciado, tanto para sol e praia como para turismo da natureza.

Nuno Ribeiro disse que, após isso, vai ser criada uma equipa de gestão e o principal desafio passará manter este status de reserva mundial que deve ser assumido por todos.

“A própria reserva vai ser um catalisador de projectos, iniciativas para ilha do Maio, principalmente no sector da experiência turística para ilha, dos produtos que são produzidos aqui na ilha que passam a ter uma valorização internacional”, frisou.

Nuno Ribeiro afiançou que, após esta distinção, muitos viajantes que procuram estes espaços para visita acabam por escolher a ilha para realizarem as suas visitas, de modo a conhecerem os locais de interesse, o que na sua opinião vai mobilizar tanto a parte social como a económica, acabando por reflectir na melhoria das condições de vida dos residentes.

A reserva da Biosfera, conforme avançou Nuno Ribeiro, consiste na melhoria do ordenamento dos espaços e que isso vai além das áreas protegidas já declaradas, pelo que os ganhos serão enormes para a ilha e seus habitantes, tendo em conta que a ilha toda será designada como Reserva da biosfera tanto a nível terrestre como marinha.

“Com o figurino da reserva da biosfera não vamos ter restrições, só vamos ter um melhor ordenamento do espaço e mais-valia, porque vai trazer mais envolvimento entre as zonas tampão, transição e zonas núcleo e são zonas onde já temos usos, em que a comunidade está inserida”, lembrou.

Nuno Ribeiro afirmou que com isso a ilha vai passar a ter todos os instrumentos de planificação sectorial, desde saúde, turismo, ambiental e outros que vão ser integrados uma só plataforma e a partir dali fazer a co-gestão de todos esses sectores de planificação e gestão na ilha.