Aterro Sanitário de Santiago é uma grande oportunidade para a geração de negócios – primeiro-ministro

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Cidade da Praia, 05 Mai (Inforpress) – O Aterro Sanitário de Santiago é uma grande oportunidade para a criação de empresas de recolha e tratamento do lixo, e geração de negócios, defendeu hoje o primeiro-ministro, José Maria Neves, durante a inauguração da infraestrutura.

“Esta infraestrutura é uma grande oportunidade para criarmos empresas que possam fazer a recolha e o tratamento do lixo, porque aqui emerge muitas oportunidades e possibilidade de geração de negócios e de emprego, ou seja, temos de não só garantir uma melhor qualidade ambiental, como também, a partir do lixo, criar oportunidades para o crescimento do país e para garantir rendimentos às famílias”, considerou.

Para o chefe do Executivo que presidia à inauguração do aterro que entra hoje em funcionamento três anos depois de estar concluído, a infraestrutura é um exemplo de como é possível ultrapassar “conflitos” entre o poder local e o poder central, através de uma complementaridade de acções, no sentido de garantir a geração de empregos e o desenvolvimento do país.

Segundo o primeiro-ministro, podia ser criado um gabinete para o desenvolvimento económico e social de Santiago, que teria como missão, fazer o planeamento de toda a ilha, mobilizar recursos, equipamentos, meios humanos e financeiros para assegurar todo o desenvolvimento da ilha.

“Há iniciativas que mostram o caminho para a potencialização da inter-municipalidade, porque há muitas coisas que se forem feitas em parceria entre os municípios e o Governo, teremos ganhos maiores para o desenvolvimento global do país, acrescentarmos valores e criarmos novas dinâmicas de crescimento”, frisou.

Por sua vez, o ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga disse que o tempo que demorou entre a construção e a entrega da obra, e o início da operacionalização, foi necessário para as devidas articulações institucionais e solidificar consensos que agora permite pôr o Aterro Sanitário de Santiago a funcionar.

De acordo com o ministro, o próximo passo será o encerramento de todas as lixeiras municipais, “representando um grande ganho para o ambiente”, sendo que este ano, cerca de 50 por cento da totalidade da taxa ecológica, está destinado à operacionalização do aterro sanitário, à aquisição do parque de contentores e frotas de camiões para todos os municípios do país.

“Quisemos, a partir do esforço financeiro para a operacionalização desta infra-estrutura, também beneficiar os demais municípios das outras ilhas com um total de cerca de 30 camiões, sendo que 10 são para a ilha de Santiago, e 1.500 contentores, porque queremos modernizar a forma como fazemos a recolha, o transporte e o tratamento de resíduos a nível do país, num investimento superior a 200.000 contos”, indicou.

Antero Veiga explicou ainda que para a recolha e tratamento dos resíduos, existe uma taxa que todos os cidadãos devem pagar, mas o problema é como emitir a factura e a recolha desta taxa que pode ser através da factura de electricidade na Electra e o valor deve variar entre 80 a 100 escudos mensal.

O Aterro Sanitário de Santiago, uma infra-estrutura financiada pela União Europeia no valor de quase 700.000 contos, fica em Monte dos Botes, município de São Domingos, ocupa uma área de 20 hectares, tem uma capacidade para 1.200.000 toneladas e uma vida útil estimada em 20-25 anos, sendo que caberá aos nove municípios da ilha assegurar a recolha e o transporte de resíduos sólidos urbanos.

Fonte:https://inforpress.publ.cv