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Relatório aponta existência de espécies de aves em “risco crítico” de extinção - director do Ambiente
Cidade da Praia, 30 Abr (Inforpress) – Algumas espécies de aves em Cabo Verde como a garça vermelha e rabo-de-junco, correm o risco crítico de extinção, conclui o 5º relatório sobre o estado da biodiversidade no arquipélago.
O director nacional do Ambiente, Moisés Borges, que falava à imprensa à margem da reunião do Conselho Nacional do Ambiente, hoje, na Cidade da Praia, adiantou que o estudo demonstra também que, para além das aves, os répteis endémicos como as lagartixas, lagartos e osgas correm o mesmo risco.
Sendo a garça vermelha uma das espécies em risco, o responsável adiantou que o Ministério do Ambiente está a reforçar a sua conservação no Parque Natural de Serra Malagueta e no Parque Natural de Pico de Antónia, onde são mais comuns.
Em relação a ave marinha migratória concom, disse que neste momento esta-se a intensificar o trabalho de preservação, não só na ilha do Fogo mais também na ilha de Santiago, tendo em conta que foram identificadas 35 indivíduos dessa espécie no Parque Natural de Serra Malagueta.
Para além da apresentação do 5º relatório sobre o estado da biodiversidade em Cabo Verde, Moisés Borges assegurou que durante o encontro será apresentado também o regime jurídico da conservação das tartarugas marinhas e o novo regime jurídico para as áreas protegidas.
“Nos últimos anos, temos feito um grande esforço para a conservação das tartarugas marinhas, mas temos constatado algumas fragilidades durante as acções” relatou o director geral do Ambiente, que realçou que irão reforçar o quadro legal para que possam ter uma melhor conservação dessa espécie que é emblemática e está em via de extinção a nível mundial.
Contudo, lembrou que Cabo Verde é o terceiro ponto mais importante a nível do planeta, onde as tartarugas “caretta caretta” nidificam e por conseguinte tem a responsabilidade de o proteger e conservar.
Adiantou que ao longo dos últimos anos tem trabalhado com parceiros nacionais e internacionais na conservação dos recursos naturais dentro das áreas protegidas, e realçou que o novo diploma jurídico vai ser mais abrangente e ultrapassará a dimensão exclusiva das áreas protegidas que vai ao encontro da conservação da natureza e da biodiversidade.
Para Moisés Borges, os recursos naturais não se ressumem apenas naquilo que ocorre dentro das áreas protegidas, já que alguns animais marinhos andam pelo mar e ultrapassam esse limite. Referiu que vão propor uma nova abordagem que permita ir atrás dos recursos naturais mesmo fora das áreas protegidas.
“O novo regime irá contribuir também para uma melhor conservação das 47 áreas protegidas em Cabo Verde, sendo que 46 já estão limitadas e estamos a finalizar a última para a conclusão da delimitação física, e vai nos permitir avançar com os planos de gestão e instrumentos para melhor gerir as áreas no arquipélago”, acrescentou.
O Conselho Nacional do Ambiente é um órgão de apoio ao Governo na avaliação, definição, execução e articulação de políticas e na cooperação entre as entidades e organizações públicas e privadas directa ou indirectamente ligadas ao sector ambiental.
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