STRATEGIC TOOLS TO SUPPORT MITIGATION ACTIVITIES IN KEY SECTORS (ENERGY AND WASTE) IN CABO VERDE
More...
A Direcção Geral do Ambiente tem o prazer de convidar a Vossa Excia a participar no acto de Inauguração da…
More...
Si txuba ben…Água e Saneamento Sob o lema: Preservar a Água e poupar Energia é valorizar a vida, o Ministério…
More...
Baleias de Cabo Verde estão entre as poucas em todo o mundo que correm neste momento sérios riscos de extinção. Das 14 populações mundiais da espécie só as nossas e as do mas Arábico estão em perigo – as restantes, segundo um estudo americano, já não constam dessa lista.
Um estudo divulgado esta semana pela NOAA, sigla inglesa, Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos aponta que a Baleia jubarte, considerada uma espécie em extinção, se recuperou na maioria das áreas e já não precisa de protecção.
No entanto, o mesmo estudo aponta que apenas duas populações devem ser consideradas em perigo: as que vivem no Mar Arábico e as que nadam ao largo de Cabo Verde e noroeste da África.
A baleia-jubarte de nome científico (Megaptera novaeangliae), é mais conhecida em Cabo Verde como baleia-de-bossa ou baleia-preta. A informação da NOAA não surpreendeu os pesquisadores Pedro Lopes da Ong Bios.CV, na ilha da Boavista, e Biatriz Jann, da Swiss Whale Society, que desde 1999 acompanham esta espécie nos mares de Cabo Verde.
Ambos os pesquisadores dizem o perigo referido no estudo da NOAA não tem a ver com a extinção, mas com a vulnerabilidade da Baleia Jubarte que passa por Cabo Verde, uma vez que é uma população migratória muito reduzida, entre 200 a 300 indivíduos, que corre risco caso surja alguma ameaça.
Para Pedro López Suárez da ONG Bios.CV é preciso também levar em conta que baleia-de-bossa está geneticamente isolada, tem pouca mistura com as que chegam da região do norte do Atlântico, nomeadamente Noruega e Islândia, ou seja , as que se encontram nos mares do arquipélago e as que se reproduz no Caribe são geneticamente diferentes.
Mais atenção
Biatriz Jann, da Swiss Will Society, está desde o início deste mês de Abril numa campanha na ilha de São Vicente que consiste em recolher fotografias e gravação da canção da baleia (as fotos desta matéria, por exemplo, foram tiradas por Pedro López Suaréz esta terça-feira, 22, e oferecidas ao A VOZ com exclusividade). Segundo ela, por ser pequena, a população da baleia que passa pelas águas de Cabo Verde são especiais e precisam de ser melhor cuidadas, sobretudo devido ao aumento desenfreado dawhale watching(observação de baleias) que precisa de ser fiscalizada. E também devido ao aumento do tráfego marítimo e do barulho.
Biatriz Jann mostra-se também preocupada com o alerta dado pela Greenpeace da possibilidade do derrame de combustível do navio russo chegar a Cabo Verde, uma vez que toda a zona próxima do arquipélago espanhol acolhe várias espécies de cetáceos, nomeadamente baleias e tartarugas.
É entre os meses de Fevereiro e Maio, que a baleia Jubarte ou baleia-de-bossa passa pelos mares de Cabo Verde para reprodução. Apesar das dificuldades para fazer o acompanhamento desta espécie por este ser muito custosa, Vanda Monteiro, técnica do INDP, Instituto nacional do Desenvolvimento das Pescas, diz que da observação feita há registo de um ligeiro aumento da população da baleia-de-bossa, na ZEE de Cabo Verde.
A caça e a captura deste mamífero marinho é proibida por lei nos mares sob a jurisdição de Cabo Verde e assim como a sua utilização ou tratamento. O risco da caça de baleia nos mares de Cabo Verde não é uma preocupação para as nossas autoridades. Segundo o director-geral do Ambiente, Moisés Borges, as embarcações que pescam na Zona Económica Exclusiva de Cabo verde não têm nenhum interesse nesta espécie.
Fonte: http://www.avoz.cv