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Publicado em 07-03-2007
As questões energéticas e o aquecimento global podem vir a aquecer as discussões da cimeira europeia desta semana. Todos estão de acordo sobre a necessidade de tomar medidas, mas as energias renováveis podem lançar a polémica.
A Comissão Europeia tem feito das questões energéticas o seu cavalo de batalha. Durão Barroso quer estar bem aconselhado e criou um novo grupo de consultores, formado por peritos mundialmente reconhecidos nas áreas da energia e do clima.
Entre eles, o ecologista francês Nicolas Hulot, que espera que a França aposte nas energias alternativas. "Embora a posição francesa sobre os objectivos de energia renovável ainda não esteja completamente definida, não me parece que seja muito diferente da da Comissão, mas veremos isso nos próximos dias. As energias renováveis são como tudo: o que, inicialmente, é um constrangimento, acaba por ser uma oportunidade num segundo tempo. Quero dizer com isto que é mais constrangedor não fazer nada do que o constrangimento de ser obrigado a fazer algo", garante Hulot.
No entanto, Paris não partilha, exactamente a posição de Bruxelas. A Comissão Europeia defende objectivos concretos e vinculativos, no que toca às energias renováveis. Mas a França e uma dezena de outros países não querem objectivos obrigatórios. Assim, a própria Alemanha, país que assume a presidência rotativa da União até ao final de Junho, vai abandonar o objectivo obrigatório de 20% de energias renováveis para não provocar o bloqueio das negociações.
FONTE ( EURONEWS )